TPM - Taty Paty Matias

Uma história de cinema



 O cinema imita a vida real. É fato. Conta histórias dramáticas, cômicas, misteriosas ou românticas sobre casais apaixonados ou simplesmente apaixonantes, que se amam ou se desprezam – ou um ama o outro, que o despreza. E eu, Taty Paty Matias, me incluo nessa coisa de fantasia versus vida real. Meu primeiro namoro, por exemplo, foi algo bem Juventude Transviada – tirando o fato de meu namorado não se assemelhar em nada ao gatíssimo James Dean. Eu tinha minha galera, o rapaz fortão que era a fim de mim e a ingenuidade. Apareceu-me esse Jim Stark (James Dean), que se achava o máximo, metido a conquistador e arruaceiro. Eu, não satisfeita com o machão líder do grupo, resolvi me envolver com o estiloso da cidade. Deu no que deu: uma paixão explosiva e imatura – além de muita porrada entre os dois rapazes. Para esquecer o meu "James Dean", só mesmo o meu romance proibido com "Cary Grant", em Tarde Demais Para Esquecer. Foram anos amando um homem que nunca tive por inteiro - e sem também poder me oferecer por inteira, pois ainda namorava. História dramática, a qual demorei muito para superar. Eu sequer tive a chance de marcar um encontro com ele no Empire State Building. A coisa foi bem mais simplória: praça das Lojas Americanas, lá nos fundos, em frente a uma malharia (hoje não sei o que há por lá, superei a fase de me esconder). Depois desses dois exemplos dolorosos, eu fui praticamente obrigada a me entregar a uma relação mais carnal e sem pudores: O Último Tango em Paris. Vivi uma fase enriquecedora - e necessária - de "liberação sexual". Meu parceiro não era lá um Marlon Brando, mas pra Jim Carrey também não servia – perdão, mas acho o ator horroroso e expressivo demais. Finalmente, um pouco mais madura, passei por momentos complicados, sentindo-me a Noiva em Fuga, pois às vezes O Amor Custa Caro – e afinal eu era Uma Linda Mulher. Algum tempo depois, acabei cedendo e rolou o esperado Casamento de Romeu e Julieta. Foi aí que A Casa Caiu e eu me senti Em Má Companhia, pois havia me casado com O Incrível Hulk. Até que, graças a Deus – ou a mim mesma, porque precisei ter força de vontade e muita coragem; rezar mesmo, não rezei quase nada – eu fui me apresentar em um Show Bar – afinal, não tinha mais Nada a Perder – e percebi que Quando um Homem Ama uma Mulher, é capaz de dar uma Virada Radical. Ele me perguntou Dança Comigo?, e eu respondi: A Última Noite - era Um Sem Juízo, Outro Sem Razão. Foi quando De Repente, Num Domingo, totalmente Disposto a Tudo, ele reapareceu. E eu pensei Do Destino Ninguém Foge. Eu estava mesmo me sentindo meio Free Willy, então, casar com o Shrek foi o melhor que podia ter me acontecido.
 
THE END

 

 

ABALADA NA BALADA
Ai, que engraçado!
É NO PAGODE
VAI DAR CARNAVAL
Pára tudo!
       
 
   
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