TPM - Taty Paty Matias

80 ser melhor que isso!


 

 
  Eu sou dos anos 80. Sou da época em que passava Armação Ilimitada em vez de Malhação, com diálogos mais inteligentes e bem-humorados. Eu assisti às primeiras exibições de Porta da Esperança – geralmente na esperança de o participante não ganhar nada para ver a sua expressão apalermada. Eu presenciei as meigas apresentações de Simony no grupo Balão Mágico, com direito à participação do Fofão. Sem falar na Vovó Mafalda, no palhaço Bozo (“Dá uma bitoca no meu nariz!”), no Chaves (“Ninguém tem paciência comigo”), no Sítio do Picapau Amarelo, na Turma do Lambe-Lambe (eu pronunciava “lembe”), entre outros. Aprendi a gostar de banho assistindo ao ratinho azul do programa Rá-tim-bum: “Meu pé, meu querido pé, que me agüenta o dia inteiro...”; aprendi a fazer piadas (muitas vezes sem graça, admito) graças aos Trapalhões; aprendi a dançar (imitar coreografias) com as Paquitas; aprendi a enfrentar os meninos da escola com a performance da She-Ra: “Pela honra de Greyskull...”. Tive medo do “Alf, o ETeimoso”; colecionei as figurinhas “Amar é...”; li o gibi do Bolinha; comi chocolate Surpresa (vinha com cartões contendo fotos de animais dando a impressão de ser mais delicioso que qualquer outro no mundo); fiz ficha de leitura de livros da série Vaga-Lume (“A Ilha Perdida”, “Pega Ladrão”, “O Mistério do Cinco Estrelas”); ouvi Blitz, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Plebe Rude, Yahoo, A-Ha, Menudo; assisti ao Indiana Jones com seus milhares de insetos e roedores; chorei no filme E.T; morri de medo dos Gremlins, e por esse motivo jamais tive o brinquedo; acreditei no filme “De Volta Para o Futuro”; desejei nunca encontrar o Sloth pela frente (Os Gonnies) – sem falar no Chuck, o infeliz não morria de jeito nenhum; imitei o Geléia, dos Caças Fantasmas; levei Mirabel pro recreio; masquei Bolin Bola; comi Lollo; ganhei um Pense Bem; brinquei de Elefantinho Colorido; tive um Atari cujo joystick se mantinha com fita crepe;  atirei um boneco de Comandos em Ação pela janela, preso a um saco plástico pra fingir que era pára-quedas (nunca mais o reencontrei); fiz o parto da boneca Ganha Nenê; joguei Cara a Cara, Cai Não Cai, Pega Varetas; usei xuquinha; andei de Gurgel e também de patins (era mais rápido que o carro); e até Atirei o Pau no Gato-to.
 
Mais de duas décadas depois, eu me pergunto: se dos anos 90 pra cá, as “febres” têm sido cada vez mais constantes e fugazes, simultâneas e velozes, do que a geração 2000 vai se lembrar daqui a vinte anos?
 
 
“Depende de nós,
Quem já foi ou ainda é criança,
Que acredita ou tem esperança,
Quem faz tudo pra um mundo melhor...”




 

ABALADA NA BALADA
Ai, que engraçado!
É NO PAGODE
VAI DAR CARNAVAL
Pára tudo!
       
 
   
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