Fala Campeão

Ilhéu vence luta em Las Vegas e se prepara para o próximo UFC em Hollywood

 Trajetória de vitória
         
 Desde criança, Thiago Tavares faz artes marciais. Ele diz que vários fatores contribuíram para o sucesso da carreira dele. Faz questão de lembrar dos amigos do Colégio Coração de Jesus que o ajudavam com provas e trabalhos escolares porque, não raras vezes, Thiago viajava para competir. Sua mãe também foi grande companheira.
Na Holanda, Thiago - que ainda não tinha visibilidade mundial como atleta – precisou lutar para receber apenas a comida para se manter. Mas o rapaz, obstinado, não esmoreceu. Venceu as 14 lutas que fez como profissional e tornou-se o primeiro no ranking europeu. Desta forma, foi convidado para ir a Las Vegas buscar nova vitória numa das maiores competições do mundo em vale-tudo, o Ultimate Fighting Championship que aconteceu no Cassino The Palms. 
Thiago agora faz parte da equipe do Top Team Rodrigo “Minotauro”. Recebe bolsa para se dedicar aos treinos preparatórios e pode praticar MMA profissionalmente. Quanto mais cedo Tavares fica sabendo quem será seu próximo adversário, mais aumentam suas chances de vencê-lo, pois cada luta exige uma preparação diferente.

 Como o vale-tudo é uma competição que mistura diversas artes marciais, alguns competidores são melhores no solo e outros em pé. Jiu-jitsu é uma modalidade em que o atleta leva seu adversário para o solo. Já no boxe, os golpes são dados em pé. Cada lutador tem mais habilidade numa modalidade, o que torna cada competição a única, necessitando de uma preparação específica para cada combate.
A próxima luta está marcada para acontecer no Hard Rock Café, em Hollywood, dia 06 de junho, contra Jason Black. Thiago pesa pouco mais de 70 kg e, por essa razão, compete como peso leve. “Nunca me quebrei em luta, já em treinamentos, sim”, revela. “Os treinos chegam a exigir muito mais dedicação do que a luta em si”. Além da torcida dos amigos, Thiago carrega consigo uma tatuagem na lateral do abdomém com a inscrição “Abençoado por Deus” para lembrá-lo de que não está sozinho.

 Alimentação –
Thiago não deixa de se divertir de vez em quando, mas é um atleta disciplinado e evita os abusos. Lê todas as embalagens dos produtos que consome, já que o rigor com o dopping é maior do que na maioria dos esportes. Todo atleta colhe o exame minutos antes da luta e assim que ela termina. Tudo para evitar que o lutador engira alguma substância que beneficie a sua performance. 
O atleta tem necessidade de consumir de 100 a 150gr de proteína diariamente, por isso precisa de shakes, além de carnes. Os shakes, como o Protem, guardam em sua fórmula uma quantidade de proteínas maior, facilitando a digestão e a absorção pelo organismo. Tavares tem que se alimentar a cada três horas. 
Segredo do Sucesso – Além de muito treinamento, repouso e boa alimentação, Thiago Tavares revela que para vencer as competições o segredo é variar bem os golpes. Quanto mais técnicas de luta o atleta domina, mais chances tem de surpreender o adversário. “O bom preparo físico e o jiu-jitsu  me salvam”, completa Thiago Tavares.


 O ilhéu Thiago Tavares, de 22 anos, foi o primeiro catarinense a vencer o Ultimate Fighting Championship - competição de vale-tudo que acontece no Estados Unidos (EUA). Thiago ganhou de Naoyki Kotani por decisão unânime após o terceiro round.
Os brasileiros têm vocação natural para o vale-tudo. O Brasil é um celeiro de talentos que vêm alcançando notoriedade nos Estados Unidos, e com a expansão do esporte no mundo inteiro, a demanda por novos valores está aumentando em progressão geométrica. Aqui, no Brasil, berço do esporte criado pelo notório lutador de artes marciais, Hélio Grace, o vale-tudo também vem ganhando destaque.
O vale-tudo é um esporte de combate. Nele qualquer modalidade de luta é aceita – desde a capoeira ao jiu-jitsu, passando pelo boxe, caratê, kickboxing, muay thai, luta livre entre outras artes marciais. O Ultimate Fighting Championship (UFC) e o Pride (Campeonato realizado no Japão) são os dois maiores eventos mundiais desse tipo de esporte.

 Nas regras da disputa, o Pride e o UFC se equivalem. Seus participantes estão liberados para socar, chutar e agarrar o adversário. Atualmente, existem regras mais rígidas e o esporte procura inibir golpes e lutas desleais. Os competidores são classificados por categorias equivalentes ao seu peso. Há limite de tempo para a luta e o combate não termina só por nocaute ou desistência do adversário. Existe o julgamento de juízes. O esporte chega a levar mais de 30 mil pessoas às arenas de cassinos em Las Vegas e Hollywood, bem como no Japão. O esporte destronou o boxe nos EUA.
Hoje, os lutadores usam luvas e são examinados por médicos que avaliam suas condições nos intervalos dos rounds. Os golpes mais cruéis estão proibidos. A luta deixou de ser denominada como vale-tudo para assumir a nomenclatura Mixed Martial Arts (MMA) - que seria uma mistura de artes marciais.
Quem popularizou o esporte, no final dos anos 80 nos EUA, foi o filho mais velho de Hélio Grace (fundador do esporte), Rorion. Com executivos das tevês americanas, ele criou o UFC que popularizou o vale-tudo em todo o planeta. Até 1997, o UFC era o principal campeonato no mundo. Só a partir daí é que um grupo de empresários japoneses organizou o Pride.
O investimento nos dois campeonatos é altíssimo. Para se ter uma idéia de valores, na terra dos samurais a premiação para o vencedor é de U$ 500 mil e na terra do Tio Sam é de U$ 200 mil.


   
 
       
       

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