Fala Eficiente

Pelas mãos de Scheidt

 

 O dia 15 de agosto é uma data que não sai da memória de Raimar Scheidt. O morador da pacata localidade de Santa Isabel lembra com orgulho do momento em que, há seis anos, fez seu primeiro carrinho de madeira e iniciou uma bem sucedida história como marceneiro.
Hoje, aos 60 anos, ele se demonstra feliz e realizado, mas não esconde a dificuldade que foi enfrentar a perda dos movimentos das duas pernas, quando caiu de uma torre de uma igreja com sete metros de altura.
Na ocasião, Raimar trabalhava como pedreiro - atividade que exerceu durante 25 anos - e possuía bastante prestígio na região. Sem qualquer equipamento de segurança, bastou um descuido para escorregar e cair sobre a quina de uma escada.
A partir daí, foram três anos de desânimo até descobrir sua nova profissão. “Eu já trabalhava com madeira para fazer telhados”, comenta. “Um dia eu estava parado dentro de casa e resolvi começar a fazer algumas coisas”.

 Com um investimento de apenas R$ 200,00 e uma máquina dada de presente pelo irmão ele deu início a sua fábrica. Determinado e com ambições, Scheidt já possui um amplo galpão onde trabalha e uma loja para vender o que fabrica. “Quem tem um negócio próprio precisa trabalhar, produzir, levar para frente”, diz. “Se uma pessoa tem os braços bons, ela tem oportunidade de fazer muitas coisas na vida.”
A produção consiste basicamente em brinquedos de madeira e utensílios domésticos, como colheres de pau e tábuas para churrasco, todos feitos com extrema perfeição. A limpeza do lugar também impressiona. O piso chega a brilhar e os produtos são organizados cuidadosamente pelo interior da loja.
Para isso, ele conta com o auxílio da mais nova de suas três filhas, que também pinta os objetos feitos pelo pai, como molduras de espelhos e lixeiros para banheiros.

Na paz de Santa Isabel

 Se Raimar Scheidt tem o artesanato como grande aliado para seguir em frente sobre sua cadeira de rodas, certamente a tranqüilidade da região de Santa Isabel também contribui para que ele usufrua de uma boa qualidade de vida.
Rios, ar puro, muita vegetação e pessoas apaixonadas por trabalho são ingredientes deste cantinho germânico a cerca de 50 quilômetros de Florianópolis. “Aqui é bom. Não tem poluição nem violência. Se me dessem uma casa na cidade eu não queria”, diz.
De tanta tranqüilidade no lugar, enquanto realizávamos a entrevista fomos agraciados com a presença de um beija-flor, que sem qualquer receio pousou na mão do fotógrafo Marco Cezar.
Outra visita recebida durante a matéria foi a dos irmãos Cláudio e Claudinei Hammes – moradores da localidade – que compraram de Scheidt um suporte para colocar vinho, provando a boa aceitação dos produtos pela comunidade.
 

 

 

 

       
Pelas mãos de Scheidt
Homem de ferro e fibra de carbono
Doze vezes eficiente!
A turma da casa laranja
Cooperação é a palavra certa
Uma jogada de superação
       
 
   
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