Fala Peludo

Pit Bull | Lenda urbana?



 Em cada época da nossa história existe um vilão!
Há tempos atrás, o Dobermann era visto como um cão agressivo e, por possuir uma caixa craniana mal formada, teria terríveis dores de cabeça, levando-o a morder até seu próprio dono! Hoje, já se sabe que isto não passa de um grande absurdo, uma lenda urbana, sem nenhuma veracidade.
Depois foi a vez do Rotweiller e uma leva de crenças sobre a raça. Teve também, o caso do Fila Brasileiro, do Mastim Napolitano e tantos outros. Agora, o vilão da vez é o Pit Bull!
Claro que não se pode negar o porte forte da raça que seria para guarda e defesa, nem a existência de cães “desequilibrados” com tendência à agressividade e que serão, ainda mais agressivos, se forem instigados para tal. Mas, o grande problema destes cães intitulados “vilões”, não está neles (com exceções) e sim, no pior dos animais: o bicho homem!!!
Os humanos que se dizem tão racionais é que adotam comportamentos “irracionais”. Pessoas com desvio de conduta, personalidade perversa e, também, os chamados “criadores de fundo de quintal”, sem o menor escrúpulo e discernimento, são os que contribuem para fazer desses cães os vilões, quando na realidade, as pessoas é que “fabricam” a vilania.

 Portanto, não se pode generalizar e, muito menos, discriminar  uma raça por uma só característica. Assim como as pessoas não devem ser classificadas de forma maniqueísta como boas ou más, pois suas qualidades ou defeitos são múltiplos, e suas personalidades são conjuntos de manifestações, o mesmo ocorre com os demais habitantes do planeta.
É preciso conhecer, estar informado, consultar um especialista no assunto, avaliar as várias raças, antes de adquirir um cão. A pessoa que deseja ter um dog em sua casa, deve “preencher” certos requisitos, começando por saber mesmo o que significa a “posse responsável”. O nome já diz tudo, ou seja: você assume a responsabilidade na educação, nos cuidados, na proteção,  até o fim da vida.
Você deve escolher qual o tipo de raça que deseja considerando qual a função a ser exercida pelo cão; o espaço disponível; o número de pessoas que vivem na casa; o tempo que o cão passará sozinho; se você viaja, periodicamente, com quem ele vai ficar; qual a disponibilidade de tempo que você pode dedicar ao seu cão; qual o seu perfil de vida (sedentário, atlético, etc), enfim  uma série de itens importantes para se escolher e decidir, depois de muita pesquisa, bom senso e responsabilidade.
Hoje, pode-se afirmar que existe uma diversidade de raças para cada função específica. E, em qualquer escolha que você fizer, é fundamental saber agir com decisão, com “pulso firme”, logo que ele chegar em sua casa. É preciso estipular “quem manda nesta matilha”, ou você, ou ele. Nesta relação não tem meio termo.
Claro que isto não significa que você deve bater, maltratar ou gritar com o seu “cãozinho”. Afinal, você é ou não um ser inteligente?

 Use sua racionalidade, seu bom senso, seu discernimento e aplique conhecimentos de Psicologia. Resumindo, mostre com delicadeza,  mas com seriedade, quem vai decidir sobre o dia-a-dia desta “família”.
O Brasil, possui em média, cerca de 40.000 Pit Bulls e as estatísticas comprovam que, aproximadamente, 60% dos ataques de cães em pessoas, não são deles e sim, de vira-latas, poodles, malteses e outras raças de pequeno porte. Isto comprova que o Pit Bull não é o grande vilão!
Realmente é lastimável que haja uma relação entre a agressividade e a raça Pit Bull. É necessário que se esclareça que, às vezes, foram as pessoas erradas -  aquelas que são agressivas, desequilibradas, que desejam a afirmação através do seu cão, que usam-no como uma defesa e até uma arma, e fazem dele o “ego” perverso e, ainda, o instigam fazendo aflorar os instintos agressivos que qualquer cão é possuidor, porém nos mais fortes, causa maior impacto -  que fomentaram esta impressão em relação à raça, como agressiva, cruel e até “mortal”.
O importante neste entendimento é que a informação e a não aceitação de criadores desonestos e ‘dinheiristas’, que fazem do seu cão somente uma fonte de renda, possam impedir a geração de cães inadequados com má índole, filhos de “pais” desequilibrados ou extremamente agressivos.

 Então, é muito importante pesquisar previamente e ter o máximo de informação possível sobre o criador profissional, este sim com habilitação de um bom criador e ética, que deve orientar as pessoas interessadas na posse desta raça, oferecendo um suporte “técnico” para os donos conhecerem e entenderem sobre a raça que estão levando para casa.
Carinho, amor, atenção, tempo, paciência, alimentação adequada, cuidados específicos, socialização com outras pessoas e cães, entre outros, são os elementos básicos para dar uma boa educação ao seu cão e fazer dele um “sujeito” de boa índole, educado e gentil. Sem esquecer, no entanto, que há caracteres genéticos que não podem ser modificados, porém atenuados com um bom adestramento.
Não se pode negar que muitos fatos desagradáveis já ocorreram com esta raça e que muitos cães que não têm solução, ainda existem. Mas, o importante nisto tudo é perceber e saber diagnosticar que todos os problemas já ocorridos com a raça Pit Bull e várias outras, não estão, exclusivamente,  no cão em si, mas no humano que está por trás dele!
Au-au para vocês e até a próxima.

Agradecimentos| Carlos Alberto Santiago Junior
                         Criador Especializado da Raça Pit Bull

Fotos| Carlos Alberto Santiago Junior

Serviço| Canil San Bull Kennel
             Fone| 48.99154929

 

 

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