SobreTudo

Não somos masoquistas

 

 Sob o efeito impactante da repercussão do maior acidente aéreo da história, a tragédia de Congonhas-SP, a realização dos Jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro canalizou a atenção dos brasileiros como uma espécie de bálsamo. Havia a necessidade urgente de uma ‘âncora’ de otimismo e de valorização da auto-estima. No lugar de esperadas providências enérgicas de autoridades, que se omitiram, os atletas do Pan a proporcionaram. A torcida pegou carona no esforço coletivo dos atletas em busca das medalhas para demonstrar, acima de tudo, que brasileiros não são masoquistas. Não ficamos falando mal de nosso País por nada, como foi sugerido por aquele que está presidente.
Essa catarse cívica que ganhou força no Pan só demonstra que o brasileiro gosta de si, gosta de seu País, demonstra amor pela bandeira - só não aceita aquilo que se deixa acontecer por aqui. E tudo o que se quer são coisas muito simples. O brasileiro é de boa paz e não tem maiores exigências com seu destino, apenas gostaria que as coisas funcionassem. Ele só pede pequenas recompensas pelo esforço que faz por si e pela coletividade.
O problema é que a recíproca das estruturas públicas de governo não acontece. Em seu lugar, desponta uma incrível avalanche de escândalos, exemplos de incompetência crônica em gestão pública, problemas graves não resolvidos e o preço mais alto de todo esse quadro de incúria: vidas estupidamente perdidas.
Quando a torcida se agarra nas conquistas do Pan está mandando um recado bem simples e claro. Todos querem o bem para o País. Melhor seria varrer de uma vez por todas do noticiário de todo santo dia a sucessão de escândalos e de notícias ruins. Só que as coisas precisam funcionar. Cada um tem que fazer a sua parte em direitos e deveres. Agora tem agentes que não estão fazendo o seu dever de casa - e já faz tempo.

 

 

 

0 NOME NÃO INTERESSA
MAIS UMA MASCARA
Para pior
Vamos mudar o Chicabon?
Saindo uma receita...
       
 
   
desenvolvido por VirtuaComm Soluções Internet