Saudades

Jorge Benjor ao ar livre | 1980

 

 Quando assumiu a presidência do Clube Doze de Agosto, o principal  clube social do nosso estado, no início da década de 1980, o engenheiro João Eduardo Amaral Moritz me chamou para promover uma festa, já que me dedicava ao assunto. Fiz memoráveis campeonatos de surfe, de skate, inclusive no Doze, em Jurerê, junto com o Marcelo Colaço, que era sobrinho do então presidente Márcio Colaço, pai do Rodrigo, hoje presidente da Associação Nacional dos Magistrados. Além disso, produzi um jornalzinho dirigido aos adolescentes, o Rock, Surf e Brotos,  junto com o Ricardinho Machado. Resumindo, agitar o beautiful people era a minha especialidade, como tem mostrado essa série nostálgica da revista Mural, sempre contando com a colaboração do colunista Beto Stodieck, que na época era o dono da cidade e tudo o que apoiava e divulgava, acabava bombando, com meu programa diário de rádio e com a quase unanimidade da cidade. Com as forças unidas, era lançar a idéia e correr para o abraço porque tudo dava certo.


 Minha primeira festa no Doze, na gestão do Jonja, foi bastante diferente. Em um final de tarde, de um sábado de inverno, debaixo de um chapante nevoeiro, chamei o cantor Jorge Ben (que ainda não era Benjor) para com a banda do Zé Pretinho, animar a festa. E que festa! Jorge Ben era idolatrado em Paris, onde quase sempre fazia show no Reveillon, mas pouco visto na Ilha. Armamos, então, um grande palco num dos campos de futebol e reunimos ao ar livre, em Jurerê, mais de 10 mil pessoas. Os sócios. Foi um delírio. Coisa de arrepiar. Depois do show, com todos os músicos de branco, a festa continuou no restaurante, lá mesmo, em Jurerê, transformado em boate, e nas barracas, onde já rolava grandes amassos. O Doze fazia parte da vida da cidade. Era o que tínhamos para fazer na época. Até então, nas mãos do Zuri Machado, comecei a mudar a cara das festas no clube, que teve seqüência com o Fernando Marcondes de Mattos na presidência. O dono do Costão do Santinho, também chegou inovando. E me chamava para escolher os artistas nas suas grandes promoções.  Aí, já na piscina e no pavilhão de eventos, Robertinho Recife, Alceu Valença, Tim Maia...
Esse foi mais um momento inesquecível de Florianópolis que vale a pena recordar nas fotos de Marco Cezar.

 

 

 

Abertura do verão de 1983
Bar do Chico | 1980
Aquela outra Floripa | 1980
Gilberto Gil na Ilha
Beto Stodieck por Cacau Menezes
       
 
   
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