SobreTudo

Não é comigo? É sim!

 

 Se tem uma coisa que deixa a gente irritado é esse festival de manifestações de repúdio e de indignação com o teatrinho que armaram lá no Senado para livrar a cara de um senador que é Presidente da Casa e terceiro nome na linha sucessória do País. Aquilo que está lá é a quintessência do povo brasileiro, sem tirar nem por. Nós somos é aquilo mesmo, não tem nada de se indignar. No lugar de Renan, 99,9% da população faria igual, se agarrando com todas as forças naquelas tetas generosas de dinheiros públicos, mordomias, festas, empregos para parentes e outras concessões. 
Se a gente que está lá no Congresso Nacional é uma escumalha que não justifica o ar respirado, então este conceito vale milimétricamente para todo o povo brasileiro. Lá estão os eleitos pelo nosso voto. Não tem nenhum biônico. Todos têm mandato popular. Eles representam o desenho perfeito do extrato social brasileiro, um povo pérfido, malvado, mentiroso, exclusivista, falso, corrupto, invejoso e desprovido de elementos mais básicos de ética.
Se formos considerar como se forma o voto do brasileiro, podemos fazer a seguinte conta: 85% dos votos seguem atrás de cestas básicas, brindes, favores pessoais, empregos para parentes, negociatas, carrinhos de pipoca, dentaduras, etc... Outros 10% até poderiam votar em plena consciência, mas essa tudo quer votar no "cara que vai ganhar". Só uns 5% sobram, entre votos conscientes úteis e os conscientes inúteis, que anulam e votam em branco por raiva. Esse é o nosso composto.
Eleitor não dá valor ao voto. Daí troca ele por qualquer coisa, quando o voto deveria ser a coisa mais valiosa do mundo. Pensem bem. Um milionário desses com patrimônio de 2 bilhões vale igual no hora de entrar ali na urna a um pobre coitado que não tem onde cair morto e sobrevive com um salário mínimo por mês.
Quer 'se' conhecer melhor? Quer saber como se comportam 'populares' numa oportunidade em que têm de fazer o bem? Simples. Basta lembrar qualquer situação de caminhão tombado na rodovia. O povo aparece como num passe de mágica, passa os pés por cima do cadáver do coitado do motorista e vai é saquear a carga. 
Depois disso vai domingo à igreja para rezar.
   - Padre, eu pequei... 
Depois da missa vamos pro boteco cair no samba, na sinuca, baralho, cachaça e espiando traseiro de mulata. Brasil!!!
   Se tem solução?
   Não.
   Não neste milênio.
   No outro, olhe lá.

 

 

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Vamos mudar o Chicabon?
Saindo uma receita...
       
 
   
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