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Akon | 30 horas em Florianópolis



Akon
"Quero gravar com  Beyoncé"

 Foi tudo muito rápido. Akon desembarcou no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, por volta das 12h50 de sábado, 13 de outubro. Seguiu para um hotel na avenida Beira-Mar Norte e ali permaneceu até pouco antes da apresentação no El Divino. O cantor e produtor de hip-hop estava em turnê de apresentação de seu último disco Konvicted, tendo passado por Minas e Rio de Janeiro antes de chegar a Florianópolis.
Nos minutos que antecederam o show no El Divino, Akon conversou com Gabriel London sobre a parceria com músicos como Snoop Dogg.
Com quem você ainda não gravou e tem vontade de gravar?
 - Eu acho que já gravei com todo mundo... Eu não gravei com Beyoncé ainda. Eu acho que seria uma colaboração legal.
 Fale um pouco da influência do reggae em sua produção?
- Eu cresci escutando um reggae mais tradicional... Tipo Black Uruhu, Steel Pulse, Bob Marley, Gregory Isaacs.
Tem algum plano de gravar com os irmãos Marley, filhos do Bob?
 - Sim seria legal. Você pode esperar por isso!

 Nesse ponto a conversa entre Gabriel e Akon foi interrompida por um repórter. Ele quer saber o resultado da mistura do "marginal", tipo "gangster", com o romântico. "Essa é a minha vida cotidiana. Eu escrevo sobre as coisas que acontecem comigo, sabe? É tudo comigo, um monte de músicas contando histórias da minha vida", explica. Ele também fala do tempo em que esteve preso – "acho que a maior lição que eu aprendi foi paciência" – quando aproveitou para compor. "Aos poucos fui criando meu próprio estilo".
Você gravou a música Locked Up com Styles P quando ele tinha recém saído da cadeia...
- Sim, essa foi a maior razão por ter escolhido Stylles, porque estava
“locked up” (no xadrez) na mesma época.
E você gravou muitas músicas com ele, né?
- Hoje ele faz parte da família. Agora faz parte do Konvict Movement (movimento).
E também gravou com Brian McKnight, parece que tenta ter um pouco de cada gênero.
- É isso aí!

Nova interrupção. O diálogo é retomado. Tema: o gosto musical bastante variado de Akon, incluindo nomes como John Mayer, Dixie Chicks...
- Tudo aquilo que você não esperar eu escuto (risadas). É sério. Eu não tenho um estilo em que eu possa me colocar, sabe!
Mas como você define sua música?
- Música, simplesmente música, assim eu posso ir de Mr. Lonely a Soul Survivor ou de I’ll still kill com 50 centavos para Sweet Scape com Gwen Stefani. Outra interrupção e a conversa muda para grifes. “Eu gosto da nova linha da Cavalli”, diz.
E sua linha de roupa Konvict Clothing?
- Claro, agora eu só uso isso né...
 
Gabriel London tenta retomar o fio da meada. Pergunta qual o nome completo do músico. Akon tenta desconversar, mas acaba revelando: Alioune Badara Akon Thiam,  nascido nos Estados Unidos – no total são 12 sobrenomes. Muito cedo a família se mudou para o Senegal, onde ainda reside.
Você os visita com muita freqüência?
- Todo verão eu vou pra lá.
Akon permaneceu em Florianópolis por 30 horas e seguiu viagem para São Paulo e Porto Alegre. Apesar de sua passagem ter sido muito rápida, o show que fez no El Divino vai ficar muito tempo gravado na memória de quem esteve presente. “Um dos maiores shows que assisti na vida”, disse ao final o fotógrafo Marco Cezar.

 

 

       
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