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MAIS UMA MASCARA

Caiu mais uma máscara

                                  

 Professores de modéstia, aquelas dentro da sua fiel e plena
conceituação e convicção, costumam ficar indóceis e acabam não
resistindo. A tentação é grande a o extrapolamento é inevitável. Falo
de um acontecimento que teve muita repercussão no meio esportivo ano
passado, ficou inconcluso, e agora teve a verdade revelada. Trata-se da
até então meio inexplicável dispensa da seleção brasileira de vôlei do
levantador Ricardinho, um dos mais completos e eficientes jogadores de
vôlei de todos os tempos.
   Até quarta-feira passada permanecia uma versão: O jogador entrara em
rota de colisão com o técnico Bernardinho e foi dispensado. Quem foi
chamado em seu lugar? Bruno. Por coincidência, filho de Bernardinho.
Nada mais justo, afinal de contas, a seleção brasileira de vôlei
masculina passou a ser tratada como a `Família Bernardinho´, jargão
infeliz baseado em outra, a famigerada ´Família Scolari´.
   Muito bem. Aí o intrépido colunista do JB, Bruno Voloch publicou quarta
feira passada a versão real e até então secreta da história que
culminou com a dispensa de Ricardinho. Um dos jogadores do grupo, que
ficou no anonimato, decerto remoído de tanta culpa, decidiu abrir o
bico.  Ricardinho foi sacrificado como boi de piranha em represália a
um acordo financeiro feito pelos jogadores, de premiação pelo título do
Pan de 2007, negociado diretamente com a Confederação Brasileira de
Vôlei e sem a participação da comissão técnica.
    Bernardinho reuniu os jogadores e comunicou a dispensa, sem clarear a
causa. Ricardinho olhou para seus ´companheiros´, que o deixaram de
pincel na mão e sem a escada, e saiu. O jogador pagou o pato sem saber
e ninguém moveu uma palha para esclarecer a verdade. Nem jogadores,
nem técnico. O nome técnico dissso é traição.
   Estranho? Nem um pouco. Sabemos quase nada de bastidores neste nível,
onde rola muito dinheiro. Mas depois desse bombardeiro de ' Bernadinho
é isso, é aquilo, é o maior, é o melhor, sempre de cara amarrada e
dando esporro, nunca sorri, ninguém pode mais que ele, e por aí vai.
Tudo isso começa a cheirar mal. A incomodar.
   A exemplo de tantos outros professores de modéstia, ou professores de
Deus, Bernardinho não deixa por menos. Dá as cartas e  joga de mão.
Retira um jogador que é referência mundial na posição e convoca o filho
- meu pai pai. Bacana né?
   E se a medalha em Pequim não vier, depois que os ´podres´ desse
episódio foram relevados?
   Ah pois é. Daí o Bernadinho pode apresentar esse case nas suas
palestras. Como receita de fracasso, de falsidade, de usura, de falso
moralismo.
   Rapaziada legal essa do vôlei, heim?
   E pensar que só tem sujeira no futebol.

 

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