Fala Mulher

Nativa da Ilha ilustra livro nos EUA


 
 Camila Morro Lemos é uma jovem de 20 anos que agarra todas as oportunidades que aparecem para crescer e se aperfeiçoar profissionalmente. Camila é uma técnica em Design Gráfico e Design de Produto. E sua última façanha foi ilustrar, nos Estados Unidos da América (EUA), o livro “The Fortune Cookie” (O Biscoito da Sorte) do escritor de histórias infantis, Albert P. Gabrielle. A publicação vai ser adotada pelas escolas canadenses que querem ensinar a cultura chinesa às crianças, mas também o idioma chinês – Mandarim. E, em julho, será lançada em Nova Iorque.
Camila viajou para Fort Lauderdale, na Flórida (EUA) com três amigas. A intenção inicial era aperfeiçoar o inglês. Daqui de Florianópolis alugaram um imóvel e viajaram para lá pela Global numa Work Experience (Experiência de Trabalho). “Eu não falava quase nada de inglês. Minhas amigas é que tinham fluência”, explica. Com a limitação da língua conseguiu um trabalho no Restaurante Blue Fish apenas para limpar mesas e louças. Mas entre um trabalho e outro ficava desenhando. E foi desta forma que acabou indo parar no escritório e desenvolvendo um cardápio para o restaurante.
Enfrentou algumas dificuldades como o assédio do gerente do estabelecimento e por essa razão foi para outro restaurante, desta vez mexicano, cujo gerente era um brasileiro. Os desenhos nunca a abandonavam. Em casa tinha desenhos por toda parte. Um dia o proprietário de uma imobiliária foi ao apartamento das meninas para buscar o aluguel. Ele além de dono de imobiliária, é escritor de livros infantis. Albert já havia publicado cinco livros. Ao chegar ao apartamento das garotas viu sobre a mesa o desenho de uma bonequinha chinesa. Coincidentemente ele estava preparando um livro sobre a cultura chinesa e tentou conversar com Camila sobre o assunto. Ela não conseguiu entender quase nada do que ele queria. “Foram minhas amigas que intermediaram o contato. Ele precisava de um ilustrador, mas queria um teste. Em uma semana precisava desenhar uma família chinesa. Mostrei a ele e foi aprovado”, conta a designer.
 “No começo, confesso que eu não estava acreditando muito que aquilo estava acontecendo e que era séria a intenção dele”, desconfiava ela. “Inclusive ele me pagou com um cheque que não era ao portador. Como eu mesma preenchi meu nome, no banco ninguém quis trocar. Aí achei que havia me passado para trás. Liguei para ele e ficou indignado com o tratamento do banco. Ligou para lá e quando chegamos a gerente nos esperava na porta. Senti-me importante e vi que ele também era”, descreve.
O trabalho de Camila exigiu muita pesquisa e demorou a ficar pronto. Chegou a ter que se demitir do restaurante e a se isolar para se concentrar na tarefa. Exigiu pesquisa sobre a cultura chinesa como o uso das cores. Lá o roxo significa morte. Além disso, as crianças canadenses também tinham que ser levadas em conta. Os desenhos tinham que ser alegres, apesar dos chineses aparecerem sempre em imagens tristes nos livros que Camila usou como base. Mas a nativa da Ilha já deixou a marca da mulher catarinense em dois países, pelo menos. O livro é escrito em dois idiomas simultaneamente – inglês e mandarim.
História - A história do livro conta como surgiu o biscoito da sorte na China. O imperador teria pedido aos padeiros de uma vila que fizessem uma guloseima que agradasse a todos numa festa que ele iria oferecer. Um deles soube que o imperador sofreria uma traição e colocou um bilhetinho dentro do biscoito avisando-o sobre o fato. O imperador foi salvo e os biscoitinhos tornaram-se famosos.
                   


O que faz o designer


 Na maioria das vezes, o mercado se refere a um designer como o indivíduo que promove a beleza, o status, deixando tudo mais agradável no meio em que está inserido, seja moda, gráfico, produto ou outros. No entanto, essa visão é muito simplista, já que é ele quem viabiliza estratégias de marketing, que insere o conceito embutido através de ícones cognitivos e traça uma malha de idéias a serem amarradas pela comunicação e demais ferramentas relacionadas. Formando, assim, o verdadeiro conceito de marca. Um técnico, um idealista, um criativo, projetista, estrategista e sabe-se lá quantas outras qualidades são exigidas de um profissional desta área. Pois o designer além de desenvolver um produto, precisa estar inteirado das necessidades e da cultura do povo para o qual ele está direcionando esse produto.
É preciso ser muito criativo para reinventar produtos que já existem. Pensar na forma, no conteúdo e num número enorme de conceitos para atrair as pessoas para aquela idéia, marca ou produto. Mas também usar a criatividade para solucionar problemas do cotidiano.
 
 
Experiência Profissional
 
Debigas Buffet de Festas, em Florianópolis - Criou os cartões a serem entregues aos clientes.
Restaurante Bluefish na Flórida (Fort Lauderdale) – Atualizou os cardápios.
Ilustração do livro “The Fortune Cookie” para o escritor Albert P. Gabrielle
 
 
 

Fotos| Marco Cezar
Texto| Rita de Cassia Costa

 

 

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