Fala Mulher

Cresce participação da mulher na Bolsa


 
 A participação das mulheres na Bolsa de Valores cresceu 720% ao longo dos últimos sete anos, conforme pesquisa feita pelo próprio mercado financeiro. A economista Francine Souza revela que dos investidores em Bolsa, apenas 25% são mulheres. Por outro lado, como se preparam bem antes de fazer qualquer investimento, são mais agressivas e obtêm resultados melhores. Nossa mulher deste mês é sócia da Corretora de Valores Premium Invest, não teme desafios e vai dar dicas sobre o mercado de capitais.
Há dois anos, ela se formou em Economia na Universidade Federal de Santa Catarina. Como se destacou, foi convidada por um dos seus professores para ser sua sócia numa corretora de valores que ele pretendia abrir em Florianópolis. “Eu estava com apenas 22 anos e ainda tinha dúvidas sobre minha maturidade para encarar um desafio tão grande, mas meu professor me encorajou. Sempre tive certeza que amava Economia e quando se gosta do que se faz, o sucesso é uma consequência”, conclui Francine. A corretora comemorou seu segundo ano em julho passado e já se consolidou com uma cartela de clientes invejável.
A economista se especializou em Mercado de Capitais e vem ganhando destaque e a confiança de investidores, porque está muito bem preparada para o que faz. “Não enfrentei preconceito por ser mulher, mas por ser jovem”, comenta Francine que tem 24 anos. A jovem é mesmo precoce. Aos cinco anos entrou para a primeira série, aos17 anos passou no Vestibular, aos 22 já estava formada. Casada, sem filhos, ela se dedica inteiramente a sua escalada profissional, no entanto, aprende, aos poucos, a administrar seu tempo. “Recentemente li o livro ‘Trabalhe Quatro Horas Por Semana’, que ensina a organização do tempo”. Além disso, aprendeu a cuidar da aparência sozinha. Unhas, escova de cabelo, corridas à beira-mar, nenhum detalhe foge às mulheres quando elas realmente querem atingir algum objetivo. “As mulheres se acostumaram, diferentemente dos homens, a realizar várias tarefas ao mesmo tempo”, avalia Francine.
Ela está organizando para setembro um workshop sobre Educação Financeira e ainda garante que haverá consultoria financeira gratuita. “Serão dois dias de palestras no Beiramar Shopping. A razão de dar esse suporte gratuito é atrair as pessoas para aprenderem a investir seu dinheiro. Os brasileiros ainda têm medo de diversificar seus investimentos e costumam investir em caderneta de poupança, fundos de investimentos ou imóveis. Cerca de 80% da população só conhecem essas três modalidades de investimento. Queremos mostrar que investir em Tesouro Direto, ou Bolsa de Valores não é um bicho de sete cabeças e que, sem pressa, se pode obter lucros sem correr riscos”, explica. O evento será aberto ao público. Ótima oportunidade, já que se fosse cobrado, custaria entre R$ 300,00 e R$ 400,00.
Tesouro Direto - A pessoa compra um título de dívida do governo de um determinado valor e, na data de vencimento desse papel, ela receberá o dinheiro investido acrescido de juros. A vantagem é que este investimento está 100% garantido pelo Tesouro Nacional, e o investidor sabe exatamente quanto receberá no futuro se permanecer com o título até o vencimento.
A maioria das mulheres, no entanto, ainda é conservadora no que diz respeito às aplicações financeiras e está começando a aprender a atuar neste segmento. Sessenta por cento das aberturas Cadernetas de Poupança no País são feitas pelas mulheres. São elas também que mais aplicam em Fundos de Previdência Privada. Isso porque elas se preocupam com o futuro dos filhos e com estabilidade da família.
 
 
 
 
Planejar o futuro 
     
Apesar do incremento de investidores na Bolsa de Valores, o brasileiro ainda é relativamente pouco preocupado com suas finanças. Um estudo elaborado pela Universidade de Oxford aponta que apenas 24% dos brasileiros poupam pensando no futuro, quantidade inferior ao investimento que fazem os indianos (31%), mexicanos (34%) e, principalmente, americanos (66%) que se mostraram mais previdentes, apesar da quebradeira no Sistema Financeiro de Habitação deles e da falta de regulação do mercado imobiliário. O modelo do Banco Central do Brasil para os bancos no Brasil vem sendo copiado por eles. “As escolas brasileiras deveriam ter Educação Financeira em seus currículos”, observa Francine. Para ela, o brasileiro não sabe lidar com o dinheiro. Ou gasta tudo o que tem, ou gasta mais do que tem. “Quando se recebe o salário, a primeira coisa a fazer é separar uma reserva. Pague-se primeiro, depois pague as dívidas. Sempre que as famílias vêm nos consultar, já elimino de cara o cartão de crédito e ensino a usar celular. Mensagem de texto custa menos e pagar o mínimo do cartão, nem pensar”, alerta a economista.
 
 
 
 
Dicas para investir seu capital
 
 
1. A hora de entrar na Bolsa de Valores para comprar ações é justamente quando o mercado está turbulento. Compra-se na baixa e espera-se melhorar para vender na alta. E lembre-se de comprar um pouco a cada vez. Se for precisar do dinheiro em curto prazo, melhor procurar outro investimento. A mecânica da aplicação é muito simples, basta recorrer a uma corretora de sua confiança e adquirir as ações. Existem algumas companhias que têm solidez como Banco do Brasil, Bradesco e Petrobras – em tempos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é hora de comprar na baixa. Nenhum parlamentar seria irresponsável a ponto de abalar a companhia irremediavelmente, mas não invista nunca tudo o que tem numa só carteira.
 
 
2. E, se quer garantir sua aposentadoria sem pressa de resgatar seus investimentos, o Tesouro Direto vai lhe render um bom dinheiro, sem riscos e quanto maior o tempo de investimento, melhor. Fica livre inclusive de impostos, como Imposto de Renda.
 
 
3. Não coloque todas as suas economias num investimento só. Assim, além de não perder tudo, você ainda pode resgatar uma parte, sem prejuízos, em caso de emergência. A regra é diversificar.
 
 
4. Não confunda ações com Mercado. Uma ação de uma empresa saudável pode ter resultados positivos em alturas de crise de mercado de capitais, e o inverso também pode ocorrer. Uma ação pode despencar mesmo que esteja num mercado com forte valorização.
 
 
5. Uma boa performance de uma empresa no passado não garante o mesmo no futuro, haja vista as dificuldades que vem enfrentando a Sadia, por exemplo. O preço de uma ação é baseado em projeções, não esqueça.
 
 
6. Não se engane quanto ao preço de uma ação. Algumas custam pouquinho, mas sua lucratividade é mínima. Outras que parecem caras, na realidade são mais lucrativas.

Maiores informações: www.premiuminvest.com.br ou pelo e-mail francine@premiuninvest.com.br que vai  gratuitamente esclarecer qualquer dúvida das nossas leitoras.
 

Foto| Marco Cezar
Texto| Rita de Cassia Costa

 

 

Takahashi traz novo conceito à cerâmica de Caldas
O Mundo em Domicílio
Nativa da Ilha ilustra livro nos EUA
Maria, a dona do equilíbrio e da coragem
Sobe número de mulher em posto de gasolina
       
 
   
desenvolvido por VirtuaComm Soluções Internet