Cobaias Radicais

Arvorismo e Parapente


 Nesta edição da Revista Mural, Marco Cezar e suas cobaias topam mais um dia de aventura e superação de seus medos e receios. Desta vez, a equipe radical foi até o Costão do Santinho para conhecer o Arvorismo! Sempre acompanhados pelos instrutores e pessoas aptas a ensinar o esporte, nossa equipe pôde aproveitar um dia de céu azul e sem nuvens, perfeito para admirar ainda mais o visual que nossa Ilha oferece.
Criada para facilitar as pesquisas de cientistas sobre a fauna e flora, a técnica do Arvorismo surgiu na década de 1980. Desta maneira, eles observavam e coletavam frutos, folhas e até outros organismos que se encontravam nas copas das árvores. De lá pra cá, aventureiros despertaram a curiosidade e adotaram a ideia de praticar o Arvorismo como esporte ecológico de aventura. Desde então a prática vem se desenvolvendo para tornar o percurso ainda mais elaborado com cabos de aço, cordas, madeiras para formar escadas, túneis, redes, pontes suspensas e também tirolesas.
A turma do Ekoeté Eventos e Ecoturismo foi quem nos instruiu para uma aventura perfeita. Antes de tudo, uma aulinha rápida sobre os princípios de segurança: é  fundamental o uso da cadeirinha e do capacete! Esse é o maior circuito do Sul do Brasil e dura em média 45 minutos! São 29 pontos e acreditem: chegamos a 70 metros de altura acima do nível do mar!
No ponto mais alto do percurso, era possível observar as prais que nos cercavam - Santinho, Ingleses, Moçambique e Praia Brava. Cenas que os doze cobaias que lá estavam jamais irão esquecer...
"Foram momentos de diversão e também de superação", diz Gislaine Neves, 27 anos, que pela primeira vez encara o Arvorismo. "De todo o trajeto, a tirolesa final foi a que mais gostei", confirma Gislaine.
Pequi, um dos instrutores da Ekoeté, afirma que o esporte é muito procurado para a diversão e para uma atividade de aventura. Mas explica que além de uma atividade esportiva, o Arvorismo também analisa psicologicamente os aventureiros. Quesitos como liderança, cooperação, trabalho em grupo e companheirismo são questionados e analisados por empresas que agregam esta atividade grupal aos seus funcionários.


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Mais alto


 Saímos do Costão do Santinho em direção à praia Brava. A turma radical ainda estava com disposição para encarar mais uma aventura, e foi lá que conhecemos um pouco mais sobre o Parapente - um esporte que mistura a adrenalina com a tranquilidade em uma perfeita sintonia. O Parapente foi criado e está diretamente ligado com a conquista do espaço, pois os primeiros modelos de Parapente foram confeccionados especialmente para espaçonaves norte-americanas, e desde então, os adeptos de esportes radicais usam deste artifício para sobrevoar lindos costões, praias, serras e morros.
Desta vez quem ensinou a equipe radical sobre as técnicas do Parapente foi o Clube OVNI (Organização de Voadores do Norte da Ilha), uma galera muito alto-astral, e com muito pique para voar no entardecer de um domingo perfeito. Na verdade, a aventura já começou no caminho de ida para a rampa da feiticeira, local escolhido e perfeito para voar com o vento no quadrante leste e nordeste. A estrada não é de fácil acesso, mas a recompensa está na hora em que nos damos conta da beleza vista de cima das praias Brava e Ponta das Canas! O Mosquito Voador e sua equipe nos deram toda a atenção e instruções certas. É indispensável o uso do capacete, airbag e páraquedas reserva. "Mas o principal método de segurança é voar com o vento adequado", alerta Mosquito.
Independente de idade, tamanho ou peso, qualquer pessoa que se sentir apta e, lógico, sentir coragem, pode voar. Renata Claumann de 27 anos foi uma das nossas aventureiras que pela primeira vez voou e se deparou com as maravilhas vistas de cima de nossa terra. "Mas a hora que ele faz a manobra do balancinho dá um frio na barriga...", admite Renata. Rosemari Blun de 27 anos também voou pela primeira vez e diz que foi a melhor sensação que já sentiu na vida! "Parece que estou fora do mundo, é muito leve... Uma sensação inexplicável! Não queria que acabasse...".
Obrigada por nos acompanhar em mais uma aventura e até a próxima galera!

 

Texto| Vanessa Martinelli
Fotos| Marco Cezar

 

       
Arvorismo e Parapente
Rio abaixo
Caindo na Lama
Sem Medo De Ser Feliz
Rapel na Pedra Rachada
Rapel de cachoeira
       
 
   
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