Fala Fotógrafo

Bianco Angelo | em busca da arte na fotografia

 

 A fotografia entrou na vida dele no início da adolescência quando a inocência transitava entre o menino e o homem. Uma forma do garoto tímido se esconder por trás das lentes para conquistar o objeto de desejo. Mas com o tempo, o charme de carregar duas câmeras ao mesmo tempo para dar um ar de profissional se transformou numa obsessão pela perfeição, pela plasticidade e pela conjunção de duas artes: a cinematografia e a fotografia. Assim é Bianco Angelo , um fotógrafo Libanês, nascido em Beirute, que viveu boa parte da sua vida profissional na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Alemanha,em Paris, na Espanha, na Grécia, nos Emirados Árabes, e no Japão. Elegeu se estabelecer para viver e trabalhar o Brasil, mais precisamente, Florianópolis. “A Ilha tem uma luz maravilhosa, tem belezas e tem as modelos”, cita para explicar as razões que o fizeram decidir por Floripa.
Esse caldeirão de culturas confere ao trabalho de Bianco uma identidade que tem uma conexão com Fouad Sabbagh, aquele libanês adolescente , que pegou uma câmera fotográfica pela primeira vez aos 13 anos. Sua fotografia mostra domínio da técnica aliada ao jogo de cena. Ele notabilizou-se como fotógrafo fashionista (de moda). Mas alguém que já viajou 70% dos países do mundo traz na bagagem uma amplidão de alvos para capturar. Foi a mãe quem comprou a primeira máquina. “Eu fazia vários esportes no colégio, mas ninguém sabia fotografar. Peguei a câmera da minha mãe e fotografava nossas práticas esportivas. Guardar a memória dos amigos e também das meninas. Mas ter uma só câmera parecia coisa de amador. Pedi para minha mãe comprar outra. Andava com as duas penduradas no pescoço. Logo comecei a me interessar pelas expressões na fotografia e percebi que era isso que eu queria fazer profissionalmente. Em Londres, fiz duas graduações. Fiz Fotografia  com Especialização e Arte e Comunicação e Cinematografia. Trago a combinação dessas duas técnicas para minhas fotos. Respiro fotografia. É uma dedicação completa e como aliei a técnica à tecnologia, hoje sou considerado no meio um talento. Não estou só focado no mundo fashion, produzo material para musicais, comerciais e documentários. São 17 anos da marca Bianco Angelo”.
 Poliglota – domina seis idiomas (árabe, francês, italiano, alemão, inglês e já se comunica bem em português-, ele fez questão de se incorporar à cultura dos países em que viveu. Foram 14 anos em Londres, dois anos e meio em Los Angeles, dois em Hamburgo, mais dois em Saint Tropez, oito meses em Barcelona e Ibiza, cobriu as Olimpíadas da Grécia em 2002 e ficou até 2004 no país. Em 2005, foi para Dubay e em seguida para Tóquio onde ficou até 2006. Esteve em setembro de 2005 no Brasil em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Salvador para fazer campanhas de moda. E em 2006, veio cobrir a Fashion Week/Rio. “Meu sonho quando pisei no Brasil pela primeira vez era fotografar Pelé, Ivete Sangalo, Gilberto Gil e as top models brasileiras. Só não fotografei Pelé. Os outros todos encontrei na FashionWeek/Rio”, conta. “Também queria muito fotografar Oscar Niemeyer e fotografei”.
 

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Como aconteceu a química com a Ilha
 

 O primeiro contato com Florianópolis foi feito em 2005 quando Bianco veio a convite do modelo internacional Kadu Almeida, que o conheceu em Athenas em 2002, por ocasião das Olimpíadas da Grécia. “Fiquei cinco semanas e fiz uma campanha para a WJ. O Kadu sempre me dizia para eu vir conhecer a Ilha, quando viesse ao Brasil” explica.
“Nunca pensei em me fixar em algum lugar. Mas aqui foi diferente. Senti vontade de construir um lugar para morar. Tenho amor pela cidade que despertou esse desejo em mim. Tenho trabalhado em produções independentes. Fiz fotos com Patrícia Saraiva, campanha para a Mega entre outros trabalhos. A luz dessa cidade é maravilhosa. E são muitas belezas. Quero agora registrar meu amor pela Ilha. Tenho muitos projetos que estou pretendendo viabilizar aqui. Antes de conhecer Florianópolis, meus planos eram outros. Faltavam 30% de países que eu ainda não havia visitado, mas em 2007, resolvi viver aqui.
Além disso, ele é webdesigner e está desenhando uma revista eletrônica a Club2010. “Ela vai abordar assuntos relacionados à arte, moda, fotografia, publicidade, clips de Florianópolis com links com revistas da cidade, estilistas, fotógrafos, produção musical e agências de publicidade”.

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Projetos para futuro são ambiciosos

 
  
 Visionário, Bianco resolveu investir na criação da indústria da fotografia e da cinematografia em Florianópolis. Já busca o aporte de capital estrangeiro para construir um Centro Multimídia que deve, inicialmente, ter como investimento 12 milhões de dólares. “Quero transformar a Ilha num local para produções internacionais. Pretendo reunir no mesmo lugar cinematografia, fotografia, Estúdios de TV, designers, rádio, revistas, agências de talentos, galeria de artes, lounge, agência de publicidade e marketing. Eu idealizei o projeto, mas tenho sócios e parceiros que devem investir comigo. Pretendo gerar de 40 a 50 empregos diretos. Estou com uma equipe de gênios no que fazem e acho que essa parceria deve dar grandes resultados”.
Bianco já percebeu que o maior volume de negócios dessa natureza está em São Paulo. “Adorei o Rio, mas não gostei de São Paulo. Então decidi que posso procurar desconcentrar os trabalhos. Por que não trazê-los para cá? Esse lugar tem tudo e é lindo. Já tenho três locais em vista, mas ainda estou captando mais recursos e estabelecendo novas parcerias. Espero que em breve possa desenvolver minha idéia”, completa.
 
 
     

Texto| Rita de Cássia Costa
Fotos| Bianco Angelo

 

 

       
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