Fala Mariana Barbato

Sol e Câncer de pele: o que você precisa saber


 Os cuidados com o sol já são bem conhecidos na teoria: frequentar a praia antes das 10 e após às 16 horas, utilizar protetor solar tendo cuidado de reaplicá-lo de 3 em 3 horas, além do uso de chapéu, óculos e guarda-sol. Mas você costuma praticar?
Ao penetrar na pele, a radiação ultravioleta (UV), que faz parte da luz solar que atinge o planeta, desencadeia reações como as queimaduras solares, as fotoalergias e o bronzeamento. Os raios UV podem provocar também reações tardias, devido ao efeito cumulativo da radiação durante a vida, causando o envelhecimento cutâneo, manchas e as alterações no DNA da célula que  predispõem ao câncer da pele.

A radiação ultravioleta é dividida em UVA e UVB. O UVA também está presente nas câmaras de bronzeamento artificial, em doses mais altas do que na radiação proveniente do sol, sendo um risco à saúde.  A radiação ultravioleta B (UVB) aumenta muito durante o verão, especialmente nos horários entre 10 e 16 horas quando a intensidade dos raios atinge seu máximo. Os raios penetram superficialmente e causam as queimaduras solares. É a principal responsável pelo câncer da pele.

Cabe lembrar que luzes e computadores também emitem estas radiações, portanto a proteção da pele deve ser diária: no trabalho e no lazer.

Apesar de todos esses cuidados, a incidência de câncer de pele está aumentando, graças ao buraco na camada de ozônio (responsável pela filtração dos raios UV), a exposição solar exagerada, o número de queimaduras solares durante a vida e a tendência genética de algumas pessoas.

Os tipos de câncer de pele não-melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular) são os tipos de câncer com maior prevalência na população. O melanoma é o tipo menos frequente, porém é o mais agressivo, com maior risco de dar metástases e, portanto, com maior letalidade, e atinge pacientes relativamente jovens.

A visita ao dermatologista para examinar os sinais e as manchas é um cuidado que deveria fazer parte do check up anual de todas as pessoas independentemente da idade. 


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Quando retirar os sinais? 


A dúvida de retirar ou não os sinais (ou pintas) é frequente entre os pacientes que procuram consulta dermatológica. 
Os sinais podem estar presentes desde o nascimento ou aparecer durante a vida dependendo da exposição solar e características genéticas do indivíduo. Podem se modificar com o tempo, adquirindo características malignas e podendo até evoluir para um câncer de pele. Sinais com mais de uma cor, bordas irregulares, que coçam, sangram ou que frequentemente são traumatizados, merecem avaliação cuidadosa por um dermatologista.
Muitas vezes não é aquela pinta que é grande ou saliente que precisa ser retirada, por isso a importância de uma minuciosa revisão da pele pelo médico especialista. 
Indivíduos com pele e olhos claros, com muitas pintas, aqueles com história de câncer de pele na família ou que se expõe ao sol sem proteção devem ter atenção redobrada.
Anualmente, recomenda-se uma consulta para dermatoscopia das lesões. O dermatoscópio é um aparelho que permite uma visão ampliada e profunda das lesões de pele, possibilitando ao médico diferenciar o que é benigno do que é maligno, e decidir o que deve ou não ser retirado cirurgicamente. Neste procedimento o dermatologista examina sua pele com o aparelho que permite uma visualização das estruturas internas da pele, sem nenhum traumatismo ou corte.
Alguns sinais podem também ser acompanhados por meio de mapeamento fotográfico, proporcionando maior segurança ao paciente e ao médico no seguimento de suas lesões de pele. Assim, elas são fotografadas e suas imagens armazenadas para poderem ser reavaliadas e comparadas no futuro.
 
Com essas técnicas evitamos retirar lesões desnecessárias, não somente livrando o paciente de cicatrizes indesejadas; mas também conseguimos diagnosticar lesões malignas, principalmente o melanoma, cuja cirurgia precoce é fundamental.


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Dicas práticas para reconhecer o Melanoma

Grupos de risco:
- indivíduos de pele e olhos claros
- pacientes com muitos sinais escuros, em particular sinais grandes e irregulares
- muitas queimaduras solares durante a vida
- um ou mais casos de melanoma na família
- história pessoal de melanoma

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Melanoma | Regra A-B-C-D

Se mais de um dos critérios abaixo for aplicado a algum dos seus sinais, entre em contato com seu dermatologista:
A - Assimetria (sinal assimétrico)
B - Bordas (extremidades irregulares, borradas ou denteadas) 
C - Cor (mais de uma cor: marrom / preto / áreas avermelhados ou brancas)
D - Diâmetro (sinal com  mais de 6 milímetros)  

É inadmissível que na era da informação, dos filtros solares com proteção extrema (em creme, gel, loção sem óleo, spray, em pó, base com pigmento e até protetores via oral) que as pessoas coloquem em jogo sua saúde.

Agora que você conhece o problema e sabe como prevenir, divulgue esses cuidados e aproveite o verão de forma consciente e saudável.

Dia 5.12.2009 será a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
 

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