Cobaias Radicais

Caindo na Lama


Cobaias Radicais encaram trilha de Motocross

 Num domingo chuvoso e frio, perfeito para ficar em casa vendo TV, doze bravos radicais trocaram o conforto do sofá por uma aventura motociclística no Sítio do Guto, em Santo Amaro da Imperatriz. Devidamente equipados com capacetes e coragem, os Cobaias da Mural se arriscaram em ladeiras e subidas com pedras e muito barro. Saldo da aventura: alguns tombos e muitas risadas, e no final do dia aquele rango esperto que só o Guto Nesello, dono do sítio e de dois restaurantes em Floripa, sabe fazer.
Foi o Guto mesmo quem teve a idéia e cedeu o espaço, um belo sítio que oferece várias opções de esportes radicais. Para participar do passeio Guto convidou o amigo Pedro Corrêa, do FloripaLama, grupo de motociclistas que na boa colocou 3 motos à disposição da rapaziada (leia Box com entrevistas de Guto e Pedro no final desta matéria).
Daí foi só alegria, como você pode perceber nas fotos de Marco Cezar, que, macaco velho, desta vez preferiu ficar só fotografando.


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Entrevista|
 Guto Nesello, proprietário do Sítio do Guto, da Trattoria It’s Italian e da Trattoria do Guto.

Revista Mural|  Como e quando começaram as atividades do Sítio do Guto?
Guto Nesello| As atividades do Sítio iniciaram-se em 2000 com o objetivo de proporcionar diversão e lazer em meio à natureza. Realizamos eventos e atividades radicais, além de oferecermos uma pousada.

RM| Você faz mil coisas ao mesmo tempo, Guto. Além do sítio, o que mais você cria e administra?
GN|
Além das atividades do Sítio, onde pratico o rafting, um dos meus esportes favoritos, estou sempre criando novas receitas para o
cardápio dos dois restaurantes que possuo, o It’s Italian Restaurante e Trattoria do Guto, um localizado no centro da cidade, na Av. Hercílio Luz e o outro na praia dos Ingleses, de frente para o mar, onde também organizamos festas e promovemos shows e baladas. Grandes atrações estão por vir!

RM| Que atividades esportivas o Sítio do Guto oferece?
GN|
Rafting no Rio Cubatão, arvorismo, tirolesa, falsa baiana, trekking, cavalgada e pescaria.

RM| E como foi o passeio de motocross com os radicais da Revista Mural? Como foi?
GN|
Foi um acontecimento radical, com muita chuva, lama e adrenalina.

RM| Além de todas as atividades esportivas e de lazer que o Sítio do Guto já oferece ao público, tem mais alguma novidade à vista?
GN|
Estamos planejando realizar um campeonato de Motocross utilizando trilhas em meio à exuberante mata atlântica. Em locais adequados providenciaremos obstáculos e pistas radicais.


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 Entrevista | Pedro Corrêa, empresário e fundador do FloripaLama.

Revista Mural| Como surgiu o FloripaLama?
Pedro Corrêa|
  FloripaLama nasceu em junho de 2008, quando fui passar um final de semana em Urubici, minha cidade natal. Meu cunhado Maioli levou uma moto de trilha para andarmos. Foi a primeira vez que pilotei uma motocicleta. Quando retornei para Florianópolis, comprei minha primeira motocicleta, uma DT 180. Depois foram 12 meses preparando a DT para trilha. No ano seguinte fui fazer uma trilha com Maioli em Cascavel/PR, o que despertou ainda mais minha vontade de pilotar moto. Conversando com dois dos meus clientes, Luiz (Bozo) e James (Pastel) que também ficaram interessados em praticar trilhas de motocicleta, resolvemos formar um grupo organizado de motoqueiros trilheiros, com a idéia principal de descarregar as energias de uma maneira saudável, respeitando a natureza e praticando o social.

RM| Quantos motociclistas tem o grupo e qual a filosofia do FloripaLama?
PC|
Hoje nossa equipe tem em torno de 30 pessoas. Os membros fundadores são onze, com a filosofia principal de conferir à vida uma nova dimensão, praticando o altruísmo e o companheirismo, realizando sonhos, trocando experiências, convivendo, repartindo, multiplicando. É, sobretudo, uma conduta de vida inspirada num objetivo maior.
Nas datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Crianças, Natal, etc... fazemos doações de brinquedos e doces, colocando em prática nosso espírito de solidariedade e realização pessoal ao ver nos olhos daqueles que recebem os presentes um brilho de emoção e agradecimento.

RM| Cite um momento inesquecível que você tenha passado com o grupo.
PC|
Um momento marcante  foi no ano passado, quando um grupo de motoqueiros de Curitiba convidou nosso grupo para fazer trilha em Curitiba/PR onde fomos recebidos com carinho e hospitalidade, acompanhados de nossas famílias. Foi um acontecimento para gravar em nossa memória de trilheiros.

RM| E uma roubada inesquecível?
PC|
Num sábado, eu e meu amigo Bozo fomos fazer uma trilha e paramos num bar para tomar água e comer. Chegou então um trilheiro e começamos a conversar. Conversa vai, conversa vem, resolvemos fazer uma trilha juntos. A moto do trilheiro estava sem farol e necessariamente a trilha teria que ser curta para voltarmos antes que escurecesse. Como havia chovido muito, fomos até um pedaço e não foi possível continuar. No retorno aconteceu o que não poderia ter acontecido,  escureceu. Combinamos então que o trilheiro sem farol iria entre nós dois. Chegando próximo ao destino o Bozo desistiu,  resolveu ficar aguardando meu retorno, pois a trilha era muito difícil, com muitos obstáculos. Apenas eu segui até encontrar um local  com iluminação para que o companheiro de trilha, sem farol, conseguisse seguir adiante.
Concluída a boa ação, retornei para o encontro com o Bozo. Infelizmente havia um buraco no meio do caminho e, apesar da boa ação, a moto derrapou e o buraco nos engoliu. Lá ficamos nós, moto e eu, atolados até a cepa. Nestas horas a adrenalina sobe e é preciso manter a calma. Consegui me separar da moto e ir pedir ajuda ao Bozo, que ficou furioso. Queria que eu tivesse deixado o trilheiro achar o caminho, mesmo sem farol. Mas passado o momento da raiva, resolveu me ajudar. Tentamos então retirar a moto, sem sucesso. A lama era tanta que a moto nem se mexia! Então o Bozo teve a brilhante idéia de amarrar uma corda na moto para puxá-la. Foi a vez de eu contrariá-lo. Como poderia ele ter uma idéia dessas? Arranhar a moto? Nem pensar! Era a segunda vez que eu pilotava a moto, sem um arranhãozinho!
Em meio a este turbilhão de emoções ouvimos um barulho de carro. Falei que ia verificar se conseguia ajuda. Felizmente eram dois jipes que estavam fazendo trilha. Conversei com os rapazes, expliquei o que estava acontecendo e eles concordaram em ajudar. Chegando ao local, eram conhecidos do Bozo e foi uma alegria geral. Com uma corda mais grossa foi possível tirar a moto do atoleiro.
A experiência serviu para concluir que trilhas, sejam de moto, carro ou mesmo a pé, não devem ser feitas sem companhia. Leve sempre um amigo em quem você possa confiar.

RM| E o passeio com os Cobaias Radicais da Mural, como foi?
PC|
Foi legal para reafirmar minha posição de trilheiro, sempre em busca de emoções, relacionamentos amistosos, troca de experiências e muita adrenalina! São pessoas carregadas de boas energias que buscam a alegria de viver e um convívio capaz de muita doação.

 

 

 

       
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