Fala Caçula

Luzes da Ribalta


 
 
 Com exceção de mim, todos os outros colunistas da Mural já haviam entregado suas matérias ao editor chefe da revista, que no caso também é meu pai. Meu prazo era curto, e quem já teve que lidar com meu velho quando ele está agoniado para mandar logo a revista para a gráfica sabe do que eu estou falando.
Fui até o estúdio pra tentar inventar alguma coisa. Com a nova D-90 da Nikon e o auxílio do meu pai, montei um tripé e resolvi bater fotos de um jeito que nunca tinha feito, um processo conhecido como light painting, ou pintando com luz. No escuro, com diafragma 9 e velocidade em B, tentei pintar com luz os elefantes da coleção do meu pai. Pra quem não sabe, Marco Cezar é doido por elefantes. Me empolguei fazendo as fotos, mas no final não deu muito certo. Vou tentar de novo, dessa vez com mais calma, e prometo mostrar aqui no Fala Caçula.
Fiquei apavorado, porque o tempo era cada vez mais curto e eu não tinha nada pra mostrar.
Mais uma vez meu pai me salvou. Lembrou do festival Isnard Azevedo de Teatro, me pegou pelo braço e me levou pra fotografar duas peças: A Descoberta das Américas e Homem Bomba.
Adorei fotografar teatro e em vez de levar um baita esporro do meu pai, acabei ganhando um elogio, porque ele adorou as fotos.
Um abraço e até mês que vem.

 

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