Fala Eficiente

O pequeno grande Chiquinho

 Você já ouviu falar no professor Hudson Pires? Não? Então experimente ir até a unidade de Barreiros do Colégio Energia e perguntar pelo Chiquinho. Aí facilmente você vai descobrir quem é nosso personagem deste mês.
Pessoa de bem com a vida, natural de Florianópolis, sorriso constante estampado no rosto e uma paixão incrível por lecionar história, atividade que desenvolve há 15 anos.
Ele nasceu, há 39 anos, com um desvio na coluna vertebral denominado escoliose múltipla. “Quando o médico olhou para mim estipulou oito dias de vida. Depois falou que seriam oito meses. Mas eu, de teimoso, segui em frente”, brinca. “Já passei pelos 38 anos, quero 58 e que venha mais pela frente”.
 O apelido surgiu quando ele próprio começou a chamar os rapazes de Chiquinho e as meninas de Chiquinha, pois possuía uma quantidade muito grande de alunos e não conseguia decorar o nome de todos. “Como a igualdade impera, eles também têm a liberdade de me chamar assim”, comenta.
E nesse clima de amizade, sem precisar recorrer a broncas, ele consegue conquistar a confiança das turmas do segundo ano e do terceirão do Energia. “Não existe professor e não existe aluno. Existe um grupo de amigos e cada um troca experiências. Como eu tenho um pouco a mais de experiência em história, passo isso para eles”.

 Uma prova deste bom relacionamento é a resposta dos alunos quando questionados sobre como é o professor em sala de aula. O estudante Jean Gonçalves, de 17 anos, ainda está indeciso sobre o curso a escolher para prestar vestibular, confessa não ser um grande fã de história, mas se diz um admirador de Chiquinho. “Ele explica bem a matéria e é bem descontraído”, afirma Jean. “Ele tem uma maneira criativa de dar aulas e sabe fazer piadinhas na hora certa”.
Larissa Araújo, também de 17 anos, sonha cursar medicina veterinária e compartilha a mesma opinião positiva sobre o professor. “Ele é ótimo, pois possui um grande conhecimento sobre a matéria”.

 A vida fora das salas de aula

Se dentro do colégio Chiquinho transborda alegria, fora dele não é diferente. “Tenho minha mulher, meu carro, minha casa e minha profissão. Tem deficiente físico que fica em casa, mas tem que ser o contrário”.  Segundo ele, o apoio dos familiares foi fundamental para encontrar força de vontade suficiente para enfrentar as principais dificuldades impostas pela sociedade. “A minha família me levou para saber o que era a vida, sem me superproteger. “Eu fui para a rua ganhar beijos e também ganhar tapas”.
E entre estes tapas e beijos, o professor ultimamente tem se dado bem. Há dois anos conheceu sua companheira, Géssica Pinheiro, atualmente com 19 anos. Coincidência ou não, o primeiro encontro com a estudante de enfermagem aconteceu durante uma festa de Santo Antônio, conhecido por ser o santo casamenteiro. “O pequeno deu certo”, ri.
Como não bastasse, o professor ainda tem talento para velejar. Na década de 90 foi campeão estadual e vice-campeão brasileiro na classe dingue. “Meu negócio é barco e mar”, comenta a bordo de seu veleiro de 19 pés chamado Falcatrua.
 
 
 

 

 

 

 

 

Homem de ferro e fibra de carbono
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A turma da casa laranja
Cooperação é a palavra certa
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